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sábado, 31 de julho de 2010

Sede de Sangue (2009)

BAKJWI
Direção:Park Chon-wook
Coréia do Sul, 2009




Se você é daqueles fãs xiitas de filmes de vampiros e ainda não viu "Sede de
Sangue”,
então faça qualquer loucura para encontrar essa jóia rara que merece um destaque especial aqui no Estranhezas Cinematográficas por três motivos:

1) É único quando o assunto é vampiros no cinema.
2) É divertido e asqueroso ao mesmo tempo.
3) É uns dos filmes mais intensos já vistos por Léo Castelo Branco.


Bom, para começar, li umas críticas por aí e vi que meus amigos analistas cinematográficos em sua grande maioria classificaram esse filme como multi-gênero. Pois bem, vou totalmente na contramão, porque além de “Sede de Sangue” ser um filme único, na minha visão, criou um gênero único também.

Os takes do diretor sul-coreano Park Chon-wook (diretor do comentado “Oldboy”) são esplendidos, a câmera também é um personagem da trama, só falta conversar com os personagens, os seus movimentos é que dão velocidade aos diálogos e ações.



Esse estilo é a marca de Park, mas diferente de “Oldboy” e suas outras obras, aqui o diretor brinca com o fantástico de maneira vezes lúdica, vezes doentia. Algo que ele realmente nunca havia feito, surpreendendo mais uma vez.

A história começa quando o padre Sang-hyeon (Song Kang-ho, de O Hospedeiro), um homem com anseio de fazer o bem, arrisca sua vida se inscrevendo como cobaia para testes na pesquisa de uma doença incurável. Até então, nenhuma das pessoas que se inscreveram para o projeto sobreviveram. Porém, Sang-hyeon consegue resistir inexplicavelmente aos testes realizados com ele.

Logo ele começa a notar diferenças no seu metabolismo, ganha poderes, aversão ao sol e a necessidade de se alimentar de sangue humano para manter a doença sob controle. Sintomas clássicos do vampirismo.



No começo o padre-vampiro só suga sangue de doentes terminais e suicidas, mas pouco a pouco ele vai se transformando em um monstro, cada vez mais sedento por sangue, no melhor estilo Nosferatu.

No segundo ato somos a apresentados ao seu amigo de infância Kang-woo (Ha-kyun Shin), sua esposa Tae-ju (Ok-bin Kim) e sua mãe Lady Ra (Hae-sook Kim). Desse núcleo derivam uma série de situações inusitadas, bem ao estilo do diretor Chan-wook, tudo muito intenso e sentido.

O filme segue e vemos uma bonita história de amor banhada com muito sangue, é claro. Essa história é o fio condutor da película, mas não vou revelar mais detalhes para não perder a graça, porque quem conhece as obras de Park sabe que nada é por acaso e tudo tem um porquê.



Cenas fortes são uma constante nos filmes do diretor sul-coreano, por isso, para quem gosta, “Sede de Vingança” é um prato cheio com direito a entrada e sobremesa. O vampirismo é tratado de maneira carnal e erótica, impossível não sentir um clima perturbador desde que a fita começa a rolar.

Essa é uma película para quem tem a mente aberta, definitivamente passa longe dos estereótipos de Hollywood e consegue marcar o espectador com cenas que ficam na memória, mesmo que, quem assista não queira rever o filme por um bom tempo.

Como já falei, a obra consegue ser engraçada em alguns momentos, mas nunca fugindo do seu objetivo nostálgico, esse fato é que diferencia essa das outras obras do diretor oriental. Em “Sede de Sangue” Park Chon-wook mostrou ao mundo que hoje ainda é possível ser original, ainda mais em um gênero tão explorado.

Concluindo: “Sede de Sangue” é o filme que “Crepúsculo” quer ser quando crescer.

**

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