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terça-feira, 10 de agosto de 2010

Crítica rápida: À Prova de Morte e uma tarde no Espaço Unibanco

DEATH PROOF
Direção:Quentin Tarantino
EUA, 2007




Nesse último sábado, estive no Espaço Unibanco de Cinema em São Paulo, bem próximo a Avenida Paulista, para conferir o filme de Tarantino “À Prova de Morte”, obra de 2007 que só apareceu por aqui três anos depois do seu lançamento lá fora. E pra variar nós estamos sempre atrasados, né?!

Mudando de assunto, eu não poderia deixar de falar do Espaço, uma bela iniciativa do Unibanco em prol ao cinema. O local é convidativo, tem até um pequeno bar onde o povo costuma sentar e conversar após a sessão, algo que é muito comum na Europa.

Os preços das entradas são um pouco salgados (R$ 18,00 inteira e R$ 9,00 meia), mas vale a pena porque a sala é bem ampla e as cadeiras são muito confortáveis. Em frente ao Espaço ficam alguns ambulantes que vendem DVDs de filmes de arte, livros e outras quinquilharias culturais.

O único defeito são os banheiros, ou melhor, o banheiro. Só tem um, por incrível que pareça, e ainda por cima fica aquela fila métrica de gente apertada. Mas é algo facilmente esquecido quando pensamos no bem estar da cultura.

Agora falando do filme, Tarantino é Tarantino, só que aqui não me agradou muito não. A história é bem simplória, um dublê (Kurt Russel) persegue grupos de garotas no seu belo Camaro e é basicamente isso (e mais um monte de blá blá blá...), claro que tem o charme “Tarantinesco”.



Kurt está muito bem no papel do Dublê Mike, um verdadeiro canastrão. Mas só isso é pouco, as cenas são muito longas, com diálogos em 90% das vezes referentes á drogas ou sexo. Tá, eu sei que é o estilo Tarantino, tudo bem, mas quando quatro pessoas deixam a sessão no meio da exibição é porque algo não está bem.

E não estava. A minha esperança de um bom filme foi por água a baixo com as longas conversas que não mudaram em nada o destino do filme, algo até comum hoje em dia, só que dessa vez senti um exagero.

A película é cansativa até para o estilo de Tarantino, ela se arrasta por longas duas horas, podendo ser resolvida muito bem em 90 minutos. Já aviso para quem pensa que vai ver perseguições ao estilo “60 segundos”, pode esquecer. O filme é totalmente parado, propiciando ao espectador poucas cenas interessantes.

Alisando a fotografia também de Tarantino, juntamente com a direção de arte, temos nada menos que a perfeição. Uma sincera e maravilhosa homenagem aos anos 70 e os filmes de velocidade dos 70 - também com diversas citações. Tarantino brinca de fazer cinema mais uma vez, e esse é o ponto alto do filme: a sua liberdade poética e sua estética. O roteiro e os personagens sem o menor carisma deixam muito desejar.

“À Prova de Morte” é, em suma, uma embalagem muito bonita, porém sem conteúdo.

**

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Bastardos Inglórios (2009)




Você é daqueles caras que vasculha podreiras nas prateleiras empoeiradas da sua locadora? É daqueles doidões que vibram com cenas violentas? É maluco ao ponto de preferir filmes que primam pela estranheza, seja pelos seus personagens bizarros ou complexos, seja a história coadjuvante ou imprescindível? Gosta de comer besteiras baratas e ver filmes durante madrugadas, dias e noites adentro?


Então sinta-se em casa...
Começa aqui o blog "Estranhezas Cinematográficas" de Léo Castelo Branco, um espaço para discutir cinema estranho, cinema diferente ou diferente dentro do próprio usual, que seja. Postarei aqui algumas criticas e artigos mais detalhados com opiniões e expressões de blockbuster’s a pérolas da boca do lixo.

Então, vamos ao que interessa. O primeiro filme que lançarei discussão é um grande sucesso e não por isso deixa de ser divertidíssimo. Sei que muita gente aí gostou. Nada mais nada menos que o comentado blockbuster Bastardos Inglórios (Inglorious Bastards, EUA, 2009), o melhor filme de 2009, na minha singela opinião de mini-crítico!

Tarantino me surpreende a cada filme, nesse em questão, o que não me pegou foi a fuga do diretor da sua violência habitual (não sem nos dar o prazer de uma cena em que um soldado judeu estoura a cabeça de um nazista com taco de baseball), mas sim seus personagens ainda mais excêntricos e genuinamente únicos. Tarantino é isso: mulheres e violência em três idiomas.
E nós fãs agradecemos!

Como nada é perfeito e Tarantino também erra, o filme peca pela falta de ação (lê-se movimentação), são cenas de diálogos intermináveis, algumas durando até 10 longos minutos de sotaques misturados e amarrados (!!!), enfim fora isso, o filme é espetacular! Coisa fina, e de Tarantino eu me recuso a esperar outra coisa. Me deliciei com o novo filme do diretor, realmente valeu a pena esperar.

Brad Pitt está em uma das suas melhor atuações como o Tenete Aldo Raine, cômico e carregado o anti-héroi está impecável. Cristolph Waltz interpreta o coronel nazista Hans Lada, no papel que lhe valeu o Oscar, diga-se da passagem. Enfim o elenco é primoroso, apesar de pouco conhecido do grande público, juntamente com um roteiro redondo que misturado a tudo isso tem um ótimo resultado: Tarantino brincando com a história real.

Indispensável para você fã de Tarantino, esse filme é diferente do seu estilo habitual, e particularmente me impressionou essa ousadia, Quentin sabe chocar como poucos, e para falar a verdade a história real poderia ser como no filme. O final é de entrar para dentro da poltrona, fantástico! Ainda mais para um fã do trabalho do diretor.

As 2 horas e meia passam sem cansar o espectador e apesar das longas cenas, aquelas com longos diálogos em italiano ou alemão, mesmos essas são recheadas de descobertas da qual se você ainda não viu, ficará ligado, vidrado eu diria. Acho que valeu a falta de violência desse inovador Tarantino, pra falar a verdade o filme conseguiu me surpreender, não que esperasse mais, esperava sim algo diferente.
E foi na mosca.

Léo Castelo Branco.

**
Ficha Técnica


Filme: Inglorious Basterds
Direção: Quentin Tarantino
Roteiro: Quentin Tarantino
Elenco: Brad Pitt, Shosanna Dreyfus, Christoph Waltz, Eli Roth
Gênero: Ação, Aventura, Drama, mais...
Duração: 153 min.
Tipo: Longa-metragem / Colorido
Prêmios: Vencedor de 1 Oscar
Distribuidora(s): Universal Pictures do Brasil
Produtora(s): Universal Pictures, The Weinstein Company, A Band Apart, Zehnte Babelsberg

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