
O Golpista do Ano (I Love you, Phillip Morris,EUA,2009)
Ótima narração+Hollywood mentirosa+Jim Carrey impecável = a melhor comédia dramática dos últimos anos
Qual a melhor maneira de se contar uma história? O que realmente a torna de fato interessante? Os personagens, a narração ou as surpresas reveladas no transcorrer do quebra-cabeça da trama? No caso de “O Golpista do Ano” (lixo de tradução) temos todas as alternativas e, de fato, uma história muito bem contada, somada a um protagonista cativante que transborda carisma em um filme que dá pano pra múltiplas interpretações. Com pequenas e grandes reviravoltas no roteiro, “O Golpista do Ano” narra a história real de Steve Russell, um gay espertalhão que vivia de pequenos golpes e burlou diversas vezes o sistema penitenciário do estado do Texas, deixando George Bush, governador do estado na época, puto dos córnos (fato que o roteiro faz questão de frisar com ênfase). Steve fugiu 4 vezes da cadeia, dos modos mais inusitados, enganando o sistema e deixando Bush com cara de tacho, literalmente. Na primeira incursão na cadeia, ele conhece e se apaixona por Phillip Morris (Ewan McGregor, muito bem) e daí pra frente somos apresentados a uma história de amor com as trapaças de Steve de pano de fundo. O personagem de Carrey é aquele tipo que acredita estar acima de tudo e de todos e pode manipular qualquer um, já McGregor está uma menina definitivamente, o que é prova de uma interpretação digna de aplausos. O problema é que o filme insiste, já nos créditos iniciais, em frisar que tudo que se passará a seguir são fatos reais, o que não é verdade. Não acredita? Ou você não sabia que Hollywood é patologicamente mentirosa? Tudo bem, porque a atuação de Jim Carrey apaga qualquer coisa, mais uma vez, ele provou ser um excelente ator multi-gênero e o roteiro juntamente com a narração são os melhores que vi nos últimos anos.
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A Orfã (Orphan,EUA,2009)
Ambiente clichezento+personagens burros+boas atuações juvenis = um filme mediano
Sabe quando você assiste a um filme e tem a sensação de que a história foi mal aproveitada, que poderia ir mais além? Pois bem, senti exatamente isso ao fim da sessão de “A Orfã”. Eu diria que tirando o roteiro que segue a risca quase todos os clichês do gênero, recheado de cenas que parecem já vistas antes em outros filmes, personagens burros que não enxergam o óbvio e um final preguiçoso, até que seria um bom filme. Mas também não é péssimo, é sim salvo pelas boas interpretações juvenis, principalmente da orfã malvada Esther (Isabelle Fuhrman) e da garotinha que faz papel de surda (Aryana Engineer). A história tinha tudo para ser perfeita, mas o diretor espanhol Jaume Collet alterna momentos de extremo suspense com cenas clichezentas o que dá um resultado normal, no máximo podemos chamar esse “A Orfã”de um filme mediano.
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“O Sequestro do Metro” (The Taking of Pelhan 1 2 3,EUA,2009)
Denzel Washington + Jonh Travolta+filme paradão = sessão entretenimento
Denzel Washington é Walter Garber, um funcionário do Metro de Nova York, cuja vida vai ser muito afetada devido ao sequestro em uma das estações. John Travolta é Ryder, o autor do crime, que, como líder de uma gangue de quatro pessoas altamente armadas, ameaça executar os passageiros que estão nos vagões a menos que o resgate seja pago dentro de uma hora. Tá, beleza é só mais uma história clichê, já vista antes em diversas outras obras do gênero, como em “Assalto sobre trilhos”, por exemplo. E, em “O Sequestro do Metro” a coisa não é muito diferente, porém é sempre bom ver Denzel Washington e Jonh Travolta trabalhando separadamente, melhor então juntos. Seria melhor ainda se o filme tivesse mais ritmo, cansa ver os dois protagonistas desperdiçando seus talentos ficando quase o filme todo falando através de um rádio. E a ação? Que o espectador pagou pra ver? Enfim, direto e reto: uma sessão entretenimento, nada mais. Detalhe: o filme é um remake de uma obra de 1974 e Garber foi interpretado por Walter Matthau, já o personagem de Jonh Travolta ficou a cargo do não muito conhecido Robert Shaw.
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“Quanto mais idiota melhor” (Wayne’s World, EUA,1992)
Elenco impecável+risadas múltiplas+rock and roll = uma das melhores comédias dos anos 90
Relembrar é viver, sempre! Ainda mais pra esse filme besta feito para imbecis e que eu adoro. Imbecil ou não, cansei de rever e rachar o bico nos saudosos anos 90. Essa obra hilária traz para a telona nossa dupla Waney (Mike Myers) e Garth (Dana Carvey) que já faziam sucesso no Saturday Night Live. No novo formato, os dois têm um programa altamente cômico em uma rede fechada de TV, só que tudo muda quando eles recebem convite para estrelar um programa em uma grande rede de televisão norteamericana. As confusões e o estilo “todo desleixado” dos protagonistas mantêm os espectadores prontos a rirem a qualquer momento e a obra tem sua missão cumprida, com êxito. É diversão garantida! “Quanto mais idiota melhor" contém nos diálogos gírias exclusivas da época como: “detonar”, “no duro” e “da pesada”, e muito mais daqueles ingredientes que tornam tudo mais nostálgico (no bom sentido), falando em diálogos, os dos protagonistas são intocáveis!!! Ah, a trilha sonora também tem muito rock pesado, uma boa pedida para quem gosta do gênero. Para finalizar, “Quanto mais idiota melhor” é especial porque ri de si mesmo, atitude que falta a muitas comédias contemporâneas.
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Léo Castelo Branco.













































